Terça, madrugada.

Duas e vinte e cinco. O preço a ser pago. Caro preço. A madrugada é minha mulher. Vagabunda. No mesmo bar, no mesmo bar. Altos decibéis, teores alcoólicos idem.  Etílicos croquetes de carne com aipo. Dry martini. Mais um, mais um, mais um, o último, a saideira. A conta. Caro preço. Falido. No fundo do poço há sempre um último copo d’água. A saideira, por favor.

Uma resposta para “Terça, madrugada.”

  1. Vejo um homem sentado sozinho no seu canto cativo que por sorte ninguém ocupou antes que chegasse.
    Em um pedaço de papel, guardanapo de botequim, ceda dos fumantes, põe-se a escrever o que a sua mente não tem com quem compartilhar.
    Alívio.
    Missão cumprida.

    É difícil ver… não consigo enxergar. Qual é o bar?

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