Terça, madrugada.
Duas e vinte e cinco. O preço a ser pago. Caro preço. A madrugada é minha mulher. Vagabunda. No mesmo bar, no mesmo bar. Altos decibéis, teores alcoólicos idem. Etílicos croquetes de carne com aipo. Dry martini. Mais um, mais um, mais um, o último, a saideira. A conta. Caro preço. Falido. No fundo do poço há sempre um último copo d’água. A saideira, por favor.
Abril 30, 2008 às 7:07 pm
Vejo um homem sentado sozinho no seu canto cativo que por sorte ninguém ocupou antes que chegasse.
Em um pedaço de papel, guardanapo de botequim, ceda dos fumantes, põe-se a escrever o que a sua mente não tem com quem compartilhar.
Alívio.
Missão cumprida.
É difícil ver… não consigo enxergar. Qual é o bar?