Arquivo de outubro, 2007

Juliette and the Licks

Posted in Uncategorized on outubro 29, 2007 by andregodoi

Uma mistura de Alanis Morriseti com Doutor Silvana. Muita performance pra pouco rock’n roll. Na minha época a gente chamava esse povo de poser. Hoje é raipado gostar desse tipo de banda. Se tivesse pelo menos pagado um peitinho, mas nem isso. O que valeu mesmo foi o show da Bjork. Puta visual diferente e som idem. Tudo bem que parecia abertura de Olimpíada com aquele pessoal todo tocando trombone cheio de bandeirinhas penduradas na cabeça. Mas pelo menos o foco era a música, e não o alongamento da vocalista.

Chove em São Paulo

Posted in gaveta on outubro 25, 2007 by andregodoi

Nem óculos, nem aparelho no dente, restou-me o guarda-chuva. Gosto de guarda-chuva. Do barulho de chuva no guarda-chuva. Sempre que posso saio com ele. Geralmente quando chove. Gosto de guarda-chuva. Mais dos pretos que dos estampados. Mais dos grandes que dos pequenos e dobráveis. Guarda-chuva, assim como o reggae, tem que ser roots. Fica mais fácil não se apegar. Discretos, os guarda-chuvas pretos vão sempre existir. Já os com estampa de melancia, pode ser mais complicado de achar. Abrindo um guarda-chuva me sinto um caipira mais paulistano. Dependendo do playlist, até mais inglês. Meu guarda-chuva atual eu ganhei de presente. Ele tem cabo de couro em forma de gancho. Dá pra usar como bengala também. Espero não perdê-lo tão cedo. Mas, se por acaso ele se perder em algum ponto de ônibus ou banco de cinema, desejo-lhe boa sorte. Que ele voe em paz para o universo paralelo dos guarda-chuvas. É pra lá que eles vão quando se perdem. Como eu sei disso? Faça a conta. Quantos guarda-chuvas você perdeu na vida? Quantos você achou?

Quase pleiba

Posted in gaveta on outubro 24, 2007 by andregodoi

Confesso. Tenho uma antipatia natural por proprietários(as) de Audi A3. Acho um mico desnecessário. Sei que parece ser um preconceito bobo, mas não é. Confie em mim. É um preconceito seríssimo.

Fale mais sobre isso

Posted in gaveta on outubro 23, 2007 by andregodoi

Depois que comecei a fazer terapia, parei de beber. Acabou o dinheiro.

Curso de meditação. Também em k7.

Posted in Música on outubro 22, 2007 by andregodoi

O Vitor, meu chapa, comprou um gravador analógico fodão: the venerable Nagra IV-S. Disse que até o silêncio fica melhor com ele.

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Retransformafrikando

Posted in Música on outubro 21, 2007 by andregodoi

A relação pulga-chinelo-prato-moçambique não é uma caneta. E sim, uma luz verde que ilumina toda a atmosfera terrestre. Isso quer dizer Retransformafrikando, título do novo CD do André Abujamra. André, meu velho, tudo o que eu tenho a dizer sobre seu novo CD é: obrigado. Já não aguentava mais escutar Infinito em pé. Só faltava decorar a ficha técnica e os agradecimentos do disco. Obrigado. Axé. Meu coração se pangeou ao seu. E já tenho minhas preferidas: Retransformafrikando, Pangea, Babaloo, Ceilão e Amor Caquinho. Mas é bom lembrar aos meus caros 3 leitores: não acreditem em mim. Eu sou uma tiete histérica. Eu levanto o isqueiro. Rasgo a peita. Peço autógrafo. Tiro foto abraçado. Não acreditem em mim, caros 3 leitores. Comprem o CD. Assistam ao show. Retransformafriquem-se.

Todas as terças de novembro no Teatro Folha.

Control

Posted in Filmes on outubro 20, 2007 by andregodoi

Só conhecia Ian Curtis através dos discos de vinil. Coração e ouvidos. Love, love will tear us apart, again. Quando eu tocava numa banda em Piracicaba, costumava dizer que Joy Division era uma das minhas influências. Achava o máximo. Chique. Ontem, na Mostra de Cinema, assisti Control. Filme de Anton Corbijin. Control acendeu em preto e branco na tela. Amor, bateria, perrengue, baixo, guitarra, vocal e poesia. Control conta a história de um menino que não suportou a dor de fazer escolhas. Talvez até tivesse suportado se não fosse aquele dia ruim. Aquele dia que tudo deu errado ao mesmo tempo. Aviso importante: não misture remédio para epilepsia com whisky. E não deixe a vida passar do limite. Mas se por acaso passsar, calma, respire fundo. Walk in silence. Ian Curtis não se matou. Foi a vida que saiu do controle. She’s lost control.