Archive for the gaveta Category

EPITÁFIO

Posted in gaveta on junho 21, 2010 by andregodoi

Isso nunca tinha me acontecido antes.

Heavy Metal

Posted in gaveta on maio 24, 2010 by andregodoi

– Quer casar comigo?

– Só se for ao som de Nothing Else Matters.

– Você está sendo irônica?

– Sad but true.

AGRIDOCE

Posted in gaveta on março 21, 2010 by andregodoi

Ai essa amarga, essa doce, essa agridoce, bem mais agri que doce, dor de não ter o que se tinha.

BONO VOX

Posted in gaveta on março 7, 2010 by andregodoi

é o Paulo Ricardo que deu certo.

Olhos

Posted in gaveta on março 26, 2009 by andregodoi

Ficamos nos olhando por horas. Frente a frente. Olhos nos olhos. Nenhum dos dois teve coragem de dizer. Talvez por que não tinha mesmo o que falar. Talvez por já ser muito tarde. Continuo olhando pra ela. Eu aqui. Ela ali. A tela.

Nós vamos invadir a sua praia

Posted in gaveta on janeiro 6, 2009 by andregodoi

Devaste a mata nativa, asfalte tudo, construa casas milionárias, cerque de seguranças e o resultado de tamanha ignorância é: Laranjeiras. Um condomínio de praia mega-hype vizinho da mega-hippie Praia do Sono. Uma maravilha. As crianças podem brincar soltas (do lado de dentro das grades, óbvio), velhos podem jogar golf sem a Mata Atlântica para atrapalhar as tacadas e as madames podem levar todos os seus empregados, desde que usem uniforme. Eles erraram só em um pequeno detalhe: pra chegar na Praia do Sono, só passando por Laranjeiras. Ha ha ha. Que ironia. Fico imaginando a ripongada vendendo tacos de golf de durepoxi para os tiozões e cangas tie-die do Bob Marley para as tiazonas. Seria a glória. Mas, claro, eles deram um jeito de isolar os micróbios. A solução é tosca mas funciona. Vou tentar descrever a odisséia (sim, eu era um dos ripongas). A primeira parada é na famosa e temida Polícia de Paraty. Com fuzis a tiracolo, eles revistam o seu carro inteiro a procura de algum motivo para te extorquir. Se conseguir passar ileso, siga em frente. Pegue a estrada para Trindade e na primeira bifurcação sem qualquer sinaização, use a sua intuição e vire à esquerda. Chegando no primeiro vilarejo miserável sem acesso à praia é só  abandonar o carro num terreno e seguir com a bagagem para o ponto da Kombi. Essa é a melhor parte. Para atravessar o condomínio, os ricos compraram umas Kombis velhas que você é obrigado a entrar se quiser chegar até o barco. Bizarro. Kombis apinhadas de mochilas, barracas, miojos, maconhas, violões e dreadlocks fazendo um tour agradabilíssimo pelo condomínio. Show de horror. Chegando no ponto do barco, vários seguranças aguardam sorridentes a sua chegada. Você é obrigado a esperar o barco em um espaço micro, sem banheiros, sem cadeiras e sem água. Uma corrente determina onde fica a fronteira. Enquanto você espera o barco sentado no chão, vários condôminos passam tentando ignorar o espetáculo. Não aguentei e pedi uma carona no carrinho de golf de um nobre senhor que se dirigia ao seu helicóptero (tinham três parados bem ao lado do campo de concentração). Quase fui linchado. Os seguranças, caiçaras que num passado próximo eram donos daquelas terras, prontamente defenderam o patrãozinho indefeso. Para minha surpresa, até os ripongas ficaram contra mim. -Pô, relaxa, pára de reclamar. A Kombi é de graça.

Num apartamento

Posted in gaveta with tags , , on novembro 6, 2008 by andregodoi

Se nada der certo, eu volto pra casa. Agora que tenho uma. Do 31º andar eu vejo a aura de São Paulo. O céu de ponta-cabeça. A vida embalada em plástico bolha. Restos, rastros, risos, rixas, ralos. Se nada der certo, eu volto pra casa. Não pra Durhan, Pira, Riba, Salvador, BH, Birigui, Cabrobó. Volto pra casa. A própria. O sonho brazilian way of life da casa própria. Que só quando cruza a Ipiranga e a Consolação.

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